Os Estados Unidos abrigam uma das maiores comunidades brasileiras no exterior. Trabalhadores que passaram anos no mercado americano, contribuindo para o Social Security, frequentemente voltam ao Brasil sem saber que aquele tempo pode valer muito na aposentadoria. O acordo de previdência social entre Brasil e Estados Unidos, em vigor conforme a lista oficial do Ministério da Previdência, mudou esse cenário.

O que o acordo permite

O sistema americano em duas palavras

Nos Estados Unidos, o direito à aposentadoria do Social Security é medido em créditos, obtidos conforme os rendimentos anuais sobre os quais se contribuiu. Em regra, são necessários 40 créditos, o que corresponde a cerca de 10 anos de trabalho, para o direito próprio à aposentadoria americana. Quem não alcançou os créditos exigidos pode usar o tempo brasileiro para completar o requisito pela via do acordo, e vice-versa.

Situações típicas que atendemos

Brasileiro que trabalhou legalmente nos EUA e voltou. Os anos de contribuição ao Social Security podem ser totalizados para completar a carência ou o tempo do benefício brasileiro, e o segurado ainda pode ter direito a uma parcela americana proporcional, paga no Brasil.

Brasileiro que ainda vive nos EUA e contribuiu ao INSS antes de emigrar. O tempo brasileiro pode ajudar a completar os créditos americanos, e a aposentadoria brasileira proporcional pode ser requerida a distância, com pagamento no exterior.

Trabalhador transferido temporariamente. Empregados deslocados por empresas podem permanecer vinculados apenas ao regime do país de origem, mediante certificado de deslocamento, evitando pagar contribuição duas vezes sobre o mesmo salário.

E quem trabalhou sem documentos?

Essa é a dúvida mais delicada e mais comum. A totalização depende de contribuições efetivamente registradas no sistema americano. Trabalho informal, sem recolhimento ao Social Security, em regra não gera períodos a somar. Cada caso, porém, merece análise individual: há situações de trabalho com número de seguro social válido e recolhimentos feitos pelo empregador que podem ser rastreados e aproveitados. Vale a pena investigar antes de descartar.

Documentos para começar

Estratégia antes do requerimento

Como cada país paga proporcionalmente ao seu tempo, e como pode haver direito próprio em um deles, a decisão sobre quando e onde requerer altera o valor final. Há ainda particularidades do sistema americano, como a idade de aposentadoria plena e os redutores por antecipação, que precisam entrar na conta. O caminho seguro é montar a linha do tempo completa das contribuições nos dois países e simular os cenários antes de protocolar qualquer pedido.

Nota do escritório. Base consultada em fontes oficiais: página de Acordos Internacionais em vigor do Ministério da Previdência Social (gov.br/previdencia, consulta em julho de 2026) e legislação previdenciária brasileira (Lei 8.213/1991). Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do seu caso, nem constitui promessa de resultado. As normas previdenciárias mudam com frequência, confirme sempre a regra vigente na data do seu requerimento.